Inside Out // De dentro para fora

July 5, 2017

De dentro para fora

Mindfulness

Olá, olá! Hoje escrevo-vos a partir de Lisboa… é verdade! E sobre um assunto que quem me aquece o coração pelas coisas boas que traz, e pela facilidade do seu exercício. E o que é? Meditação.

A palavra-mágica, de que se fala tanto nestes ultimos tempos, mas que na verdade tem vindo a ser praticada e explorada nos ultimos 25 séculos. É verdade! Nós, o mundo ocidental, não parecíamos ter interesse nenhum nesta temática, até bem recentemente. Mas ainda bem, ainda vamos a tempo!

Comigo, o interesse começou no final do ano passado quando um amigo me sugeriu a app “Headspace”. É uma app de inicio à meditação, guiada e bem explicada, em inglês. Lá fiz os dez dias, uns melhor e outros pior, mas depois aquilo ficou ali.

By the way, para quem se quiser começar a aventurar nestas temáticas e em Português, aconselho o podcast criado pela querida Inês, diponivel aqui, excelente para quem é iniciante na meditação e cheio de boas intenções.

Como já tinha partilhado aqui, a minha corrida funciona quase como uma meditação para mim, mas como também tinha deixado as corridas (e qualquer atividade física, se estamos a ser 100% sinceros) sentia-me mais… inquieta.

Pessoalmente, nunca tinha sentido “necessidade” de meditar, de me conectar comigo mesma, mas como gosto de aventuras e novas experiências há umas duas semanas, fui passar uma temporada à Índia e fiz um curso intensivo de meditação em silêncio de dez dias.

Sim, leram bem: silêncio, durante 10 dias.

Durante estes 10 dias, observei a minha respiração e as sensações do meu corpo como a técnica nos ensina. Durante estes 10 dias, vivi de mim, para mim. Não de uma forma egoísta, mas quase como uma ode ao amor-próprio.

E o que é que eu percebi depois de lá estar?

  • Que nós passamos muito tempo a olhar o mundo, e muito pouco tempo a olhar-nos a nós;
  • Que todas as coisas na vida surgem, e vão embora – da mesma forma que as estações do verão muda, da mesma forma que as árvores dão fruto e esses frutos acabam por cair – que as Leis da Natureza se aplicam de uma forma muito prática, à nossa vida;
  • E que na verdade, tudo na vida é (tão) efémero;
  • Que as nossas capacidades enquanto indíviduos, são realmente só nossas e têm de ser aproveitadas – a nossa luz;
  • Que quando dedicamos tempo a nós próprios, dedicamos melhor o nosso tempo aos outros;

Mas o poder da meditação vai muito mais além da esfera espiritual, e afeta o nosso cérebro e o nosso corpo – isto em termos científicos. Se não acreditam, vejam aqui.

Hoje, desafio-vos a começarem com 5 minutos de um exercício de consciência. Encontrem um sítio calmo, confortável. Põe o telefone em modo avião. Não precisas de música, nem de apps, por muito que penses que sim. Fecha os olhos. Como é que te sentes? Porque estás grato/a hoje? Com quem te cruzaste hoje? Quem foi que te ajudou, hoje? Perguntas simples. Um olhar simples. Uma observação.

As pessoas têm uma ideia fixa de que a meditação tem de ser… relaxante, stress relieving, que nos ajude a acalmar – quando na verdade muitas vezes é só um olhar sobre nós próprios, e nós como seres humanos, temos momentos de fracasso e momentos de vitória – o que a meditação nos ajuda a fazer, é ver estes momentos com um olhar compreensivo, e não reativo.

A felicidade é um trabalho próprio, interior e muitas das vezes complicado… mas que não pode ser feito por mais ninguém.

Obrigada por lerem,

Obrigada pelo amor,

Meg


Mais informações:

App Headspace (inglês): https://www.headspace.com/headspace-meditation-app

Podcast da Inês (inicio à meditação): https://soundcloud.com/user-923904295/tracks

Onde fiz meditação: Dhamma Ketana – Chenganur, Kerala – Índia.

Quanto custa: a organização funciona por doações, por isso não há preço fixo, cabe a cada indivíduo decidir quanto doar.

Website Internacional: https://www.dhamma.org

Website Português: https://www.pt.dhamma.org/pt/

 


Inside Out

Mindfulness

Hey there! Today I write you from my hometown, Lisbon – Portugal… ’cause, you guessed right! I’m back. What’s in the bag for today? Well, a dear subject to my heart and because it’s just such an easy exercise to do… yep, it’s meditation!

Uh, that magic word that people seem to be using so much these days, but truth be told – this is a practice that’s been around for more than 25 centuries. But we, citizens of the Western world, couldn’t really care less for any of that stuff… until lately! Which is still good – better late than never!

I started getting interested in meditation when a friend suggested the app “Headspace”. A guided meditation app, easy to use, for newbies to this matter… It seemed pretty cool. And it was. I did my 10 day trial, some days better than the others, but after that, I sort of left it. I’d still meditate here and there, but there was no consistency.

I had already shared this here, but for me running was my all-time meditation, but ever since I stopped running (and stopped doing ANY physical activities for that matter) I was feeling more… unsettled.

Personally, I never (ever!) had felt the need to meditate, to connect with myself… until fairly recently, and since I’m all up for new experiences and adventures I thought enrolling in a 10-day silent mediation course in India could only be interesting – definitely not fun. Yep, you read it right fella: silent, for 10 days.

During those 10 days, I realized a lot about myself, about the world, about life in general I guess (#cliche). During those 10 days, I observed my breath and the sensations of my body. During those 10 days, I lived for myself. Not in a selfish way, but almost as an ode to self-love.

What did I figure out after being there?

  • That we spend way (way!) too much time judging/ watching the world around us, and very little time looking within us;
  • That all things in life arise and pass away – almost as the Spring becomes Summer, as the trees give fruits and those fruits happen to fall – that the Law of Nature is way more applicable to our everyday life that I could ever think of;
  • That everything in life is (so) ephemeral;
  • That our capabilities/ skills as individuals, are truly and only ours and we should nourish and appreciate them – our own light;
  • That when we dedicate time to ourselves, we know how to better use our time for others.

But the power of meditation goes way beyond the spiritual sphere, and it actually affects and shapes our brain and body – in scientifical terms. You don’t have to believe me, check out for yourself here.

So, today I challenge you to start with a 5-minute exercise of looking within. Find a quiet spot, indoors or outdoors, a comfortable spot, where you feel safe. Set your phone to airplane mode. There’s no need for music, or apps, or anything, as much as you might think. The only thing required is yourself. Your presence. Close your eyes. How are you feeling? What are you grateful for today? Who crossed your path today? Who helped you, today? Easy questions. A quiet, simple look. An observation.

We have this idea of how meditation should look like… relaxing, stress relieving, calming – when in fact is just a look upon ourselves, as human beings, sometimes we win sometimes we lose – and what meditation does is helping us cope a little bit better with those moments, with a self-loving look, and not a reactive look.

Happiness is a self-job, an inside out job, many times a complicated job… but it can only be done by us, and no one else.

Thank you for reading,

Thank you for the love,

Meg

—–

More info:

App Headspace : https://www.headspace.com/headspace-meditation-app

Where did I go for meditation: Dhamma Ketana – Chenganur, Kerala – Índia.

How much doe sit cost: the organization works on a donation basis, so it’s really up to you;

Website Internacional: https://www.dhamma.org

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